Istanbul – Dias 11 e 12 – FIM

Ainda a finalizar o dia 10 do último artigo, chegamos a Istanbul, mais precisamente ao aeroporto SAW (Sabiha Gokcen International Airport), usado para os voos internos, quando lá chegamos fizemos mais ao menos o inverso do que tínhamos feito quando fomos de Istanbul para Kayseri (Capadócia), ou seja, apanhamos um autocarro até à praça Taksim, mas depois para facilitar a nossa jornada até ao hotel, optamos por apanhar um dos muitos táxis que ali estavam á espera de clientes como nós. 

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Fachada da Universidade de Istambul. Proibida a entrada a não estudantes.

Apesar de já ser de madrugada, entre a meia noite e uma da manhã para ser mais precisa, o trânsito na zona era bastante, mas depois de sair de lá era mais calmo, mas mesmo assim com alguma intensidade para a hora em questão. Após uma viagem de táxi de mais ao menos 15 minutos em que sentimos que eramos parte do elenco de um filme  de ação, do género de Velocidade Furiosa, mas na versão Turquia, tal era a violência da condução, mas sobrevivemos e chegamos sãos e salvos ao que seria o nosso “ninho” para as nossas duas últimas noites.

Bucoleon By Cheers, foi o nosso refúgio escolhido para passar as duas últimas noites na Turquia.

Tínhamos 1 dia para aproveitar e ver o que nos faltava em Istambul antes de voltarmos ao Porto, o 2º dia foi para a ida para o aeroporto e viagem por isso não entra nesta conta.

Dia 11


Acordamos a uma hora razoável e tomamos mais uma vez o pequeno almoço Buffet com uma vista fantástica do terraço coberto do Hostel, que era nada mais nada menos que a vista do Bósforo a encontrar-se com o Mar de Mármara.

Depois disto fomos recarregar os nossos níveis de cafeína ao Starbucks, que era lá perto e com a diferença da moeda, para nós ir lá ao Starbucks acaba por ser mais barato.

Fomos explorar as redondezas, como a fachada da Universidade de Istambul, e porque não visitar mais uma mesquita?

Mesquita de Suleiman, o Magnífico

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O lugar de descanso do sultão reinante do Império Otomano, que morreu em 1566, Suleiman, o Magnífico, está aqui na Mesquita Suleymaniye.

É um autêntico deleite para os olhos, além de ser enorme, tem uns belos candeeiros pendurados da sua grande cúpula. No seu exterior tem alguns túmulos, uma vista panorâmica de Istambul fantástica e também na lateral da mesquita, podem ver os lava pés.

No seu interior aplicam-se todas as regras de mesquitas em funcionamento, nada de calçado, mulheres usam véu e têm de cobrir as pernas, por acaso nesse dia não me lembrei e estava de calções por isso também tive direito a usar a saia amarelo torrado para poder entrar.

Tudo isto não tem qualquer custo, apenas entrem e visitem esta maravilha.

Galata Tower – Torre de Gálata

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Com cerca de 67 metros de altura, foi construída em 1348 como parte da expansão da colônia genovesa de Constantinopla, tendo como nome inicial Christea Turris (Torre de Cristo).

É portanto uma torre medieval que está localizada no bairro que lhe dá o nome na parte Europeia de Istambul, ela é fácil de ver, já que se distingue de toda a envolvente.

Como a fila era demasiado grande e queríamos pôr o nosso tempo a render, observamos por fora, sabemos que tem uma vista excelente, mas não valia a pena as horas de espera.

Almoço – Com direito a uma surpresa inesperada

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Decidimos almoçar por perto do Grande Bazar para depois lá irmos com tempo e calma, acabamos por escolher um restaurante, do outro lado da rua, até aqui nada de especial, simplesmente um restaurante com comida que era boa a preços normais de Istambul, mas foi aqui que se deu uma das situações mais carismáticas da nossa viagem.

Estávamos a almoçar na esplanada, ou seja no passeio, perto da rua, quando começa o aviso sonoro nas mesquitas ali perto a indicar que era a hora da reza, até aqui tudo bem, o que não esperávamos era que as pessoas se começassem a juntar ali, mesmo ao lado do sítio onde estávamos a comer, em plena rua a rezar, eram só homens, de todas as idades e escalões sociais, desde turistas, a engravatados que saíram dos seus locais de trabalho, aos varredores da rua, todos uniram-se ali e começaram a rezar.

Ficamos sem saber o que fazer, continuávamos a comer? Seria falta de respeito? Mas estava a ficar frio, então fomos admirando este momento enquanto comemos o mais rápido possível e saímos de lá para observar de outro ponto mais afastado.

Depois deste momento inesperado, seguimos para o nosso próximo destino.

Grande Bazar

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Este é provavelmente o maior e dos mais antigos mercados cobertos do mundo, aberto em 1461, é muito conhecido pelas joalherias, cerâmicas, especiarias e tapetes.

Tem mais de 60 ruas cobertas e muitas lojas, de 1200 a 4000 estima-se, frequentado por entre 250 a 400 mil pessoas por dia, calcula-se que cerca de 20 mil lá trabalham.

Uma grande parte da nossa tarde foi passada a comprar lembranças no Grand Bazar e a pôr em prática as nossas capacidades de negociação de preços, sim, porque devem mesmo negociar e não comprar ao primeiro preço que vos digam.

Grande parte das coisas não tem o preço exposto precisamente por isso mesmo, para vocês perguntarem e poderem negociar com o vendedor.

Deixem-se perder nos seus labirintos cheios de luzes e cor, com vendedores que vêm ter convosco a tentar vender os seus produtos, apreciem as luzes que vêm dos candeeiros Turcos em muitas lojas expostos e com os cheiros de especiarias e comidas a serem confeccionadas ali perto e vão também ver uma quantidade abismal de items com o famoso olho turco.

ALERTA: Vocês vão querer comprar tudo e mais alguma coisa, mas equacionem bem o espaço que têm na vossa bagagem para trazer tudo aquilo. Eu fui com uma backpack e ainda hoje continua a ser um mistério como consegui trazer lá tudo o que trouxe, desde porta-chaves a conjuntos de chá turco, sem nada se partir no porão e sem deixar para trás uma única peça de roupa.

A noite foi passada a relaxar no hostel com os seus restantes hóspedes e acabamos por trocar histórias com uma rapariga indiana, excelente que nos contou das suas aventuras como solo traveler, ou seja, em que viaja sozinha para diversos sítios do planeta Terra. 🙂

Dia 12


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Como o nosso voo era de manhã, não tivemos tempo para explorar nada mais além da rota do hotel para a praça Sultanahmet, onde ainda comprei uns Simits para trazer para casa, apanhamos o autocarro de volta para o novo aeroporto de Istambul e passarmos por todo o processo de check-in, descobrir a nossa porta de embarque naquele aeroporto gigante e voar de volta para Portugal.

E assim chegou ao fim esta fantástica viagem que certamente recordarei para o resto da minha vida. Deu para ver a beleza que o país tem para mostrar, conhecer um pouco mais da sua história, cultura e religião.

Qual será o próximo destino da Tagarela Exploradora? Acompanhem-me descubram.

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